quinta-feira, 30 de julho de 2009

Surpresa / Surprise

Esse é um exemplo do que nossos olhos são capazes de enxergar (ou de não enxergar). A primeira foto foi tirada numa viagem à Montevidéu, em 2006. A outra foto é da Luciane (minha esposa), em Curitiba, também em 2006. Não sabia delas, não tinha visto essas fotos, no entanto são maravilhosas....
Escaparam à edição que eu fiz quando revelei os filmes, e hoje, revendo filmes antigos, as encontrei... Muita sorte!!! Ainda bem!!!

This is an example of what our eyes are capable to see (or not to see). The first picture was taken on a trip to Montevideo in 2006. The other is a portrait of Luciane (my wife) in Curitiba, also in 2006. I did not know them, I had not seen these photos, however are wonderful .... Escaped the editing that I did when the film was developed, and today, reviewing old films, I found them ... I'm lucky!!! This is good!!!


© Leonardo Régnier / Montevideo (Uruguay), 2006


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2006

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Diane Arbus

Outra fotógrafa que é fonte de inspiração para mim...
Diane Arbus começou a fotografar com Allan, seu marido. Depois de se separar, aprendeu com Alexey Brodovitch e Richard Avedon. No início dos anos 60 deu início à carreira de fotojornalista e publicou na Esquire, The New York Times Magazine, Harper`s Bazaar e Sunday Times, entre outras revistas. Por esta altura, escolheu uma máquina reflex de médio formato Rolleiflex com dupla objectiva, em detrimento das máquinas de 35 mm. Com a Rolleiflex teria “vistas largas”, mais resolução e um visor à altura da cintura que lhe proporcionava uma relação mais próxima com o fotografado. Entram também em cena os flashes em fotografias tiradas de dia. O objectivo era separar o essencial do acessório (a temática principal de sua fotografia era "o outro lado", mais angustiado, da cultura americana). Duas bolsas Guggenheim (1962 e 1966) permitiram-lhe desenvolver melhor um trabalho de autor, mostrado pela primeira vez num museu em 1967 (colectiva New Documents Museum of Modern Art). Em Julho de 1971 suicidou-se tomando barbitúricos e cortando os pulsos. O catálogo da exposição retrospectiva que o curador John Szarkowski concebeu, em 1972, tornou-se num dos mais influentes livros de fotografia. Desde então, foi reimpresso 12 vezes e vendeu mais de 100 mil cópias. A exposição do MoMa viajou por todo o país e foi vista por 7 milhões de pessoas. No mesmo ano, Arbus tornou-se a primeira fotógrafa americana a ser escolhida para a Bienal de Veneza. Diane Arbus fotografou essencialmente pessoas à margem da sociedade e pessoas comuns em poses e expressões enigmáticas.
Em 2006 foi lançado o filme 'A Pele', com Nicole Kidman, baseado em sua vida. "Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado..."
retrato acima feito por Allan Arbus, em 1949.
Fonte: Wikipédia

Another photographer who is a source of inspiration for me ...
Diane Arbus (née Nemerov) was born in New York City into a wealthy, Jewish family, the younger sister of Howard Nemerov, who served as United States Poet Laureate on two separate occasions. She attended the Fieldston School for Ethical Culture.
She married her childhood sweetheart Allan Arbus in 1941. During the 1940s she and her husband began a commercial photography business. In the 1940s Diane Arbus took classes with Berenice Abbott. Their daughter, Doon, was born in 1945 and their second daughter, Amy was born in 1954. In 1955 she studied with Alexey Brodovitch and she studied with Lisette Model in 1956-58. Diane and Allan Arbus separated in 1959, and they were divorced in 1969.
In 1963 and 1966 Diane Arbus was awarded Guggenheim Fellowships for her project American Rites, Manners and Customs. During the 1960s, Diane Arbus taught photography at the Parsons School of Design, and The Cooper Union in New York City and the Rhode Island School of Design in Providence, Rhode Island.
On July 26, 1971, while living at Westbeth Artists Community, and suffering from depression, Diane Arbus took her own life, by ingesting pills and slashing herself with a razor. She was 48 years old
In 2006, the film Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus was released, starring Nicole Kidman as Arbus.
Portrait above made by Allan Arbus, in 1949.
Research source: Wikipedia


© Diane Arbus / Rossele, N. J. (USA), 1967


© Diane Arbus / New York (USA), 1968


© Diane Arbus / New York (USA), 1962


© Diane Arbus / New York (USA), 1969

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Grafismo / Graphism

O post de hoje é dedicado à fotógrafa Juliana Salomon, que me disse ontem querer ter (e vender) na sua loja a primeira fotografia abaixo, feita no Café Mafalda, em Curitiba. Como essa foto tem muito grafismo (eterna busca da forma...), escolhi assim o tema deste post... A segunda foto, também no Café Mafalda, é um tributo ao artista italiano Piero Fornasetti, a terceira foi realizada na casa do poeta Pablo Neruda, em Santiado do Chile (La Chascona), e representa os cabelos da sua esposa. As demais são variadas, mas todas com apelo ao grafismo.
Fotografias feitas com câmeras analógicas Nikon.

The post today is dedicated to Juliana Salomon, a friend that said me yesterday she wants to have (and sell) in her store the first photo below, made in the “Café Mafalda” in Curitiba. As this photo is very graphic, so I choose the topic of this post... The second picture, also in the “Café Mafalda” is a tribute to the Italian artist Piero Fornasetti, the third picture was done in the house of poet Pablo Neruda in Santiago of Chile (La Chascona) and represents the hair of his wife. The other photos are varied, but all with the graphic appeal form.
Pictures taken with Nikon film cameras.


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2007


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2006


© Leonardo Régnier / Santiago (Chile), 2005


© Leonardo Régnier / Saint-Dennis (France), 2002


© Leonardo Régnier / Montpellier (France), 1994


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2003


© Leonardo Régnier / Foz do Iguaçu (Brasil), 2007

© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sombras na Rua / Shadows on the Street

Eu estava há alguns dias sem postar aqui no blog por causa das férias dos filhos. Muita gente em casa e muitas atividades para fazer. Mas foi bom. Hoje retomo os trabalhos postando uma série de fotografias de sombras projetadas na rua. Embora 3 fotos estejam em formato quadrado, todas foram feitas em filme 35 mm, daí eu cortei. Confesso (vejam o post abaixo). Mas acho que o resultado, nesses casos, justificou a interferência na imagem.

I was a few days without posting here on the blog because of the children’s holiday. A lot of people at home and many activities. But it was good. Today I come back to the work posting a series of projected shadows on the street. Although 3 pictures are in square format, all were made in 35 mm film, then I cut. I confess (see the post below). But I think the result, in such cases, justified the interference in the pictures.


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2003


© Leonardo Régnier / Paris (France), 2002


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2003


© Leonardo Régnier / Castro (Brasil), 2006

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pós-Produção / Post Processing

Eu tenho uma dúvida que me incomoda bastante: cortar ou não cortar uma fotografia?. Ou seja, a fotografia deixa de ser “arte” se for selecionada e cortada uma parte, ou não? É notório que Henri-Cartier Bresson, por exemplo, não admitia que um único milímetro do seu negativo fosse deixado de fora da impressão. O seu rigor era tanto que ele deixou escrita essa exigência para ser respeitada mesmo depois da sua morte. Entre nós, o fotógrafo Orlando Azevedo, com quem conversei sobre o assunto, também foi categórico: jamais se deve cortar uma imagem, deve-se imprimi-la por completo, tal como aparece no negativo...
Outros fotógrafos, porém, são bem menos dogmáticos, é o caso do grande mestre retratista Arnold Newman, que nunca escondeu de ninguém que recortava suas fotografias, dando a elas novo enquadramento (o retrato de Picasso, abaixo, é um exemplo, retirado de um livro do próprio Arnold Newman).
Outra coisa é mexer no contraste e na saturação. Eu acho isso “menos grave”, mas também não deixa de ser uma interferência na fotografia original.
Pois bem, como estou trabalhando na edição de um livro com minhas fotos, gostaria da opinião de vocês: é válido ou não é válido cortar uma fotografia para melhorá-la?

I have a question that bothers me too much: crop or not crop a picture? I.e., the picture is no longer "art" if someone select and crop a part of it, or not? It is notable that Henri Cartier-Bresson, for example, never admitted that a single millimeter of your negative was left out of print. Their accuracy was such that he has written this requirement to be respected even after their death. Between us, the photographer Orlando Azevedo, with whom I spoke on this subject, was categorical: "Nothing should be cut in a photo, you must print it in full, as it appears in the negative ...
Other photographers, however, are far less dogmatic, like the great master portraitist Arnold Newman, who never hid from anyone that he croped his photos sometimes, giving them new framework (the portrait of Picasso, below, is an example, extracted from an Arnold Newman's own book).
Another thing is changing the contrast and saturation. I think that is "less serious", but it is also an interference in the original photo.
Well, as I'm working on editing a book with my photos, I’d like your opinion: it is valid or not valid cut or crop a photo to improve it?


© Arnold Newman / Vallauris (France), 1954


© Arnold Newman / Vallauris (France), 1954

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Plotagem / Plot

Abaixo estão duas fotografias da cozinha da minha casa. Só coloquei aqui no blog por um detalhe: a geladeira. Era uma geladeira relativamente velha, e para renovar eu mandei plotar uma foto minha, feita no Jarim de Luxemburgo, em Paris. O resultado foi tão bom que a geladeira já foi publicada, em junho passado, na seção de decoração da revista “O Globo”, do Rio de janeiro. Taí uma idéia para quem quer renovar seus eletrodomésticos...

Below are two pictures of my home’s kitchen. I just put them here in the blog by a detail: the refrigerator. It was a relatively old refrigerator, and to renew it, I’ve ploted a photograph that I made in the Luxembourg Garden, in Paris. The result was so good that the refrigerator has been published, last june, in the decoration section of "O Globo” magazine, from Rio de Janeiro, Brazil. Here's an idea for those who want to renew their appliances...


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2009


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

New York

Eu estive apenas duas vezes em Nova York, muito pouco para uma cidade tão maravilhosa e cheia de opções... E o pior é que a última vez faz doze anos...
Naquela época eu usava uma câmera Olympus OM 101, e fotografava usando filme Kodak T-Max 400. Ao lado está uma das fotos que mais gosto, principalmente pelo enquadramento (o rosto da mulher), e abaixo estão alguns outros momentos da Grande Maçã. Essas fotos foram reveladas na minha casa, usando um ampliador Durst e químicos Rodinol.

I went to New York just two times, very few for a so beautiful city, full of options ... And the worst is that the last time was twelve years ago... Then I had an Olympus OM 101 camera, and I photographed using Kodak T-Max 400 roll film. Beside is a picture that I like very much, especially the framework, and below are some other moments of the Big Apple. These pictures were developed at home, using Durst equipment and Rodinol chemicals.


© Leonardo Régnier / New York (USA), 1997


© Leonardo Régnier / New York (USA), 1997


© Leonardo Régnier / New York (USA), 1997


© Leonardo Régnier / New York (USA), 1997

© Leonardo Régnier / New York (USA), 1997

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pinacoteca

Não moro em São Paulo, mas adoro a cidade! Sempre que posso vou passar dois ou três dias lá. Nesse ano fui várias vezes, e conheci um lugar que nunca tinha visitado: a Pinacoteca. São Paulo tem centenas de museus, alguns bem famosos, como o MASP, mas a arquitetura da Pinacoteca é imbatível, e aqui mostro alguns ângulos que me chamaram a atenção. No mais – fora a arquitetura – o acervo da Pinacoteca também é belíssimo, vale a pena conhecer.
As quatro fotos foram feitas com uma Nikon F80, e filme Ilford HP-5 Plus 400.

I do not live in São Paulo, but I love that city! Always I can, I spend two or three days there. This year I went several times, and I knew a place that I had never visited: the Pinacoteca Museum. São Paulo has hundreds of museums, and some famous, like MASP, but the architecture of the Pinacoteca is unbeatable, and here I show some angles that I loved. Furthermore - besides the architecture - the Pinacoteca’s collection is beautiful, it is worth knowing.
The four pictures were taken with a Nikon F80, and Ilford HP-5 Plus 400 roll film.

© Leonardo Régnier / São Paulo (Brasil), 2009


© Leonardo Régnier / São Paulo (Brasil), 2009


© Leonardo Régnier / São Paulo (Brasil), 2009


© Leonardo Régnier / São Paulo (Brasil), 2009

domingo, 5 de julho de 2009

Lomografia / Lomography #2

As fotos abaixo foram feitas com uma Holga 120 CSN, e com filme médio formato Kodak T-MAX CN, expirado em 1999.
Foto 1 – dupla exposição;
Foto 2 – autoretrato;
Foto 3 – minha casa;
Foto 4 – lenha.

The photos below were taken with an Holga 120 CSN, and medium format film Kodak T-MAX CN, expired in 1999.
Picture 1 – double exposure;
Picture 2 – self-portrait;
Picture 3 – my home;
Picture 4 – wood.


© Leonardo Régnier / Ilha do Mel (Brasil), 2007


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2009


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2009


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2007

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Espaço Negativo / Negative Space

Usar um espaço negativo sempre rende boas fotografias. Quando fazemos isso, fugimos do padrão de imagem pré-estabelecido, e entramos em um mundo novo e diferente das imagens. Gosto de brincar com isso, e aqui apresento alguns dos meus experimentos. Mas devo confessar, entretanto, que essas quatro fotografias (feitas com uma Rolleiflex) sofreram um pouco de tratamento no Photoshop... Mas isso não tira a beleza delas, ao contrário, acentua! Fora essas fotos, vocês podem ver outro exemplo de espaço negativo na primeira foto desse post: http://www.branconopreto.com/2009/06/nu-nude-4-arquivo-x-x-file.html

Using a negative space always guarantee good pictures. When we do this, we get away from the standard pre-set framework, and we enter at a world of new and different images. I love to play with it, and here I present some of my experiments. But I must confess, however, that these four pictures (made with a Rolleiflex) where post-processed in Photoshop ... But that does not take away the beauty of them, in contrast, stresses! Beside these four photos, you can see another example of negative space in the first picture of this post: http://www.branconopreto.com/2009/06/nu-nude-4-arquivo-x-x-file.html

© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2007

© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2008


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2006


© Leonardo Régnier / Curitiba (Brasil), 2007